fedorenta situação contemporânea ou um passeio pelo rio pinheiros

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Detalhe de colagem, 2013

 

O contemporâneo flutua sobre a história. Os excessos impedem as coisas de se fixarem. Não há tempo para ser, porque assim que se surge, já não se é, já é-se outro.
Quais histórias contaremos nós para nossos netos?
Não nos apropriamos de nosso próprio tempo, porque o espaço já não é real. Vagamos entre torres de informação sem nunca adentrarmos uma delas sequer. 
Acreditamos viver na era do conhecimento, quando na verdade nos esquecemos de conhecer a nós mesmos, humanos, carne no osso. Que histórias contaremos aos nossos netos?
Já que essa semana é uma, mas semana que vem será outra. O acúmulo acaba por anular-se e o excesso se torna o vazio.
Cabeças cheias e corações ocos martelando num ritmo alucinado.
De tão inchado, anestesia-se.
(o nome do martelo é Ego.)
São Paulo, 2013

 

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